domingo, 27 de novembro de 2011

SECRETÁRIO DIZ QUE CANAL SUPORTARÁ GRANDE VOLUME DE CHUVA

O secretário de Planejamento de Itabuna, Fernando Vita, sustenta que a obra em execução na avenida Amélia Amado fará com que o canal Lava-Pés suporte volume de chuva até maior que o registrado hoje.  Num contato com o PIMENTA, por telefone, ele explicou que a parte onde houve alargamento das margens não transbordou, embora estivesse quase no limite.
“O projeto foi bem estudado e [está sendo] bem executado”, afirma Vita. O secretário diz que o estudo para execução da obra e obtenção de verba no Governo Federal levou em conta o volume de chuva dos últimos 50 anos, quando normalmente se usa recorrência (histórico) de 20 anos. “O Ministério da Integração Nacional exigiu que fosse dos últimos 50 anos”.
A partir desse estudo, diz, elaborou-se o cálculo de alargamento para que o canal suporte grandes volumes de chuva. O Lava-Pés foi dividido em três seções hidráulicas, a primeira indo até o cruzamento da Amélia Amado com a Itajuípe, o segundo até a entrada do Pontalzinho e o último deste trecho até o rio Cachoeira.
Quanto aos alagamentos registrados no Pontalzinho e na avenida Ilhéus, ele afirma que serão feitas intervenções na rede de drenagem com a colocação de manilhas de um metro e meio de diâmetro. Ele fez questão de destacar que o projeto foi desenvolvido pelo atual diretor da Embasa em Itabuna, Cláudio Fontes, apontado como “um dos melhores engenheiros em hidráulica do país”.



OBRA CONCLUÍDA EM MAIO


O secretário disse ao PIMENTA que o prazo para conclusão da obra de macrodrenagem agora está previsto para maio do próximo ano. A construtora alegou dificuldades na execução da obra e obteve uma prorrogação de oito meses.
Outra prorrogação foi pedida e aceita pelo Ministério da Integração Nacional. “Nós estamos na fase de macrodrenagem. Se o Inema (órgão ambiental estadual) der autorização para cobrir todo, nós vamos atrás dos recursos”.  Vita acredita que há preciosismo de órgãos ambientais por considerar o canal de macrodrenagem como água que ainda teria serventia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CARLOS AUGUSTO O HERDEIRO DE CJ E KARLA FÉLIX

 Acaba de nascer uma luz; (CARLOS AUGUSTO) Uma luz de novos planos de novos momentos. Essa luz está cheia de encantos, Cheio de magias, Cheio de vida. Está luz é o fruto de dois corações, É o mais novo ser do mundo Um ser lindo Tão pequeno... Anjinho... Que veio para ensinar o que é amor. Anjinho Que veio para amar e ser amado. Anjinho cheio de glória Cheio de Benção. A partir de agora esse Anjinho vai aprender como (CJ E KARLA FÉLIX) saber viver no amor Aprender os passos para chegar até a Felicidade. Seja bem vindo essa luz que acaba de nascer. E aos guardiões dessa luz Eu desejo... “Parabéns”!





                                                               TITIA ANA PAULA

MAMÃE KARLA

PAPAI DE PRIMEIRA VIAGEM 


CARLOS AUGUSTO


DIZ O PAI QUE ELE TAVA GRITANDO GOL DO VASCO, DUVIDO VIU


ARGÔLO PROMOVE A “GUERRA DA BARRAGEM”; GERALDO DIZ QUE COLEGA FOI CONTRA EMENDA

Se ontem o deputado federal Geraldo Simões (PT) afirmava ter sido o responsável pela inclusão de emenda para a Barragem do Rio Colônia, hoje é outro dia e acaba de aparecer mais um “pai da criança”. O astuto Luiz Argôlo (PP) chama para o “próprio si” os louros por ter incluído a emenda que garante não R$ 23 milhões, mas – ele diz – R$ 50 milhões para a construção da barragem.
Não se sabe exatamente por qual razão, mas não era exatamente Argôlo o Luiz ao qual Geraldo agradecia por ter ajudado a incluir a obra entre as emendas de bancada ao Orçamento Geral da União (OGU) de 2012.
E aí, quem fala a verdade?
O deputado Geraldo Simões diz que Argôlo não votou pela inclusão. “Ele disse na reunião da bancada no Congresso (na terça, 22) que não precisava de emenda para a barragem, pois o Ministério das Cidades já possuía os recursos para a obra”, lembra.
A emenda estava entre as sugeridas pelo governador Jaques Wagner, mas inicialmente ficou entre as não acatadas pela bancada. Se tomou a decisão de ir pra voto. Eu fiz a defesa da barragem e ela ficou entre as mais votadas e agradeci nominalmente a todos os deputados que votaram comigo, diz Geraldo.
Argôlo não votou na emenda. Os votos que acompanharam o de Geraldo foram os de ACM Neto, Luiz Alberto,  Lídice da Mata, Walter Pinheiro, Luiz Alberto, Emiliano José, Joseph Bandeira, Walmir Assunção, Felix Jr., Zé Nunes, Amauri Teixeira e Roberto Brito
Os R$ 23 milhões - incluído no orçamento como R$ 70 milhões devido aos riscos de cortes ou não liberação na íntegra - serão somados aos R$ 13 milhões da verba de R$ 33 milhões liberados pelo governo entre 2008 e 2010 e R$ 23 milhões garantidos pelo PAC 2.
Guerrinha rolando e o mais interessante é saber o seguinte: quem vai correr atrás, depois, para que estes R$ 23 milhões efetivamente saiam?

SECRETÁRIO REBATE DIRIGENTE DO SANTA INÊS

Embora reconheça falha na redação do regulamento do Interbairros 2011, o secretário de Esporte e Recreação, Alcântara Pellegrini, afirmou ao PIMENTA que um dos dirigentes da equipe do Santa Inês aproveitou o fato para “estar na mídia” e ser pré-candidato a vereador. A cutucada vai na direção do professor José Oliveira Reis Filho (Duda), que acusou o secretário de “virada de mesa” às vésperas da final.
De acordo com Alcântara, as cinco reuniões das equipes para definir o sistema de disputa dos jogos definiram que a final seria em jogo único.  O problema se deu na mudança da redação do regulamento, mas o secretário afirma que o objetivo era torná-lo mais claro. “Eu não rasguei regulamento”.
O secretário ainda diz que a equipe do Santa Inês, por meio de representantes, saberia, já nas semifinais, que o título seria decidido em jogo único. Os representantes propuseram que a final fosse no dia 4, segundo Alcântara. “Eu disse que não, pois estava preocupado com a recuperação do gramado [do estádio Luiz Viana Filho]”.
Para o secretário, Duda quer mudar o regulamento no “tapetão”. Perguntado sobre o motivo de não ter recebido o recurso do Santa Inês, Alcântara afirma que o documento expressava algo que não estava no regulamento. “Ele é candidato a vereador. Fica esculhambando algo que a gente faz com tanto esforço e usando os dirigentes da associação [do Santa Inês]”. A final entre Pedro Jerônimo e Santa Inês será disputada no domingo, às 9h.

SECRETÁRIO RASGA REGULAMENTO DO INTERBAIRROS

Se no jogo do bicho vale o que está escrito, o mesmo não se pode dizer de um campeonato amador promovido pela prefeitura de Itabuna. O secretário de Esporte e Recreação, Alcântara Pellegrini, está sendo acusado por dirigentes da equipe do Santa Inês, de rasgar o regulamento do Interbairros 2011. O título da competição seria decidido em dois jogos entre as equipes finalistas, mas o secretário impôs partida única, fazendo leitura bem própria do certame.
A previsão dos dois jogos finais está no parágrafo único do artigo 21, que também define vantagem para a equipe finalista com a melhor campanha. A decisão do título em dois jogos era uma inovação no campeonato que está na 11ª edição.
“Tentamos protocolar um recurso contra essa mudança [de última hora], mas o secretário não aceitou”, disse o diretor da equipe, o professor José Oliveira Reis Filho (Duda). Tanto ele como o diretor da Associação de Moradores do Santa Inês, Adelzon Sena, reclamam da forma arbitrária como ocorreu a mudança para partida única.
Apesar da disputa pelo título ser reduzida a um jogo, o regulamento manteve a vantagem para a equipe de melhor campanha, o Pedro Jerônimo, conforme o segundo parágrafo do artigo 18.
Duda reconhece que a final de cada edição sempre foi disputada em jogo único, mas antes não havia vantagem para qualquer equipe. Artilheiro da competição em 1996, ele participou de quase todas as edições do Interbairros.
O recurso que não foi aceito pelo secretário denunciava a marmelada e destaca que a equipe do Santa Inês sempre respeitou o regulamento e “repudia atos ilícitos e a forma com que algumas pessoas procuram meios para burlar os normativos e distorcer os verdadeiros fatos”. A final está prevista para domingo, às 9h, no Itabunão.

ECONOMISTA DEFENDE PROJETOS DE INCLUSÃO PARA QUE ITABUNA “VIRE A PÁGINA”

O desenvolvimento de projetos de inclusão voltados para a juventude e a mulher em situação de risco é apontado pelo professor e economista Elton Oliveira como uma das saídas para gerar oportunidades e combater à violência em Itabuna. Elton avalia que o município pode virar a página e se tornar referência em ações de inclusão da juventude. Itabuna está entre as campeãs brasileiras em violência e falta de perspectivas para o jovem, segundo pesquisas do Ministério da Justiça.
Para ele, é fundamental aproveitar o momento e preparar os jovens com ações de resgate da cidadania e de preparação para os investimentos anunciados para o sul da Bahia. O momento, diz, é propício para esta virada. “Porto, aeroporto, ferrovia vão gerar impactos, mas também compensações”, completa. Entre as compensações estariam, diz ele, ações voltadas à inclusão, resgate de auto-estima e capacitação para o mercado de trabalho.
Na avaliação do economista, esta é a chance do município tornar-se referência nacional positiva. Projetos culturais e ações voltadas à profissionalização estariam nesse leque de opções positivas para o município. “Dentre outras coisas, Itabuna tem um amplo número de contramestres na capoeira”, diz, observando que isso não é usado a favor do município. Ele defende a criação, por exemplo, de um centro de referência em capoeira.
UFESBA
A instalação do campus itabunense da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba) na região do Hospital de Base de Itabuna é defendida pelo professor e economista Elton Oliveira. Ele acredita que o espaço propicia a construção de um bairro universitário planejado e que daria um impulso às regiões ao redor da universidade.

O CANAL VAI RESISTIR?




Comerciantes e moradores da avenida Amélia Amado, centro, começam a levantar dúvidas em relação à eficácia da obra do canal Lava-Pés. Como revela a foto feita ao meio-dia, o canal quase transborda com a chuva desta manhã. Comerciantes que têm empreendimentos mais acima deste trecho da avenida afirmam que os bueiros entupiram e a rua ficou alagada.
O temor é de que o cenário seja ainda pior quando o canal for coberto. A obra é tocada pela prefeitura e tem R$ 12,8 milhões empregados pelo governo federal. No Facebook, itabunenses que passaram pela avenida ou conferiram os estragos apelidaram o canal de “Tietê do Agreste” ou “Piscina Olímpica”.


GERALDO SIMÕES: 23 MILHÕES PARA A BARRAGEM DE ITABUNA

O deputado federal Geraldo Simões (PT) conseguiu destinar entre as emendas da bancada baiana no Orçamento Geral da União (OGU) R$ 23 milhões para a construção da barragem no rio Colônia, em Itapé. A obra é considerada fundamental para resolver o déficit na captação de água em Itabuna, que sairá de 900 para até 1,5 mil litros por segundo.
O parlamentar diz que contou com apoios supra-partidários para assegurar a emenda ao orçamento 2012. “A emenda foi inserida graças ao decisivo apoio dos parlamentares Lídice da Mata, Walter Pinheiro, Luiz Alberto, Emiliano José, Joseph Bandeira, Walmir Assunção, Felix Jr., ACM Neto, Zé Nunes, Amauri Teixeira e Roberto Brito”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Viver sem Limite


A presidenta Dilma Rousseff lançou hoje o Viver sem Limite - Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que tem como objetivo promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade.  A intenção é dar autonomia a essas pessoas, eliminando barreiras e permitindo acesso igualitário a bens e serviços disponíveis a toda a população.
 
O programa prevê investimentos federais de R$ 7,6 bilhões até 2014 e as ações serão executadas em conjunto por 15 órgãos do Governo Federal, sob coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
 
O Viver sem Limite visa implantar uma série de ações estratégicas em diversas áreas, como Educação, com disponibilização de transporte acessível, adequação arquitetônica e oferta de vagas; e Saúde, com ampliação de ações de prevenção, sistema de monitoramento e fortalecimento de ações de habilitação e reabilitação.
 
Além disso, há ações voltadas para a Inclusão Social, com implantação de Centros de Referência para oferecer apoio às pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social; e Acessibilidade, adequando programas como Minha Casa, Minha Vida 2, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e Copa de 2014.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ATE QUE SÃO PARECIDOS.

Hoje 17 Quinta feira o Prefeito de Itabuna José Nilton Azevedo viveu uma situação inusitada em um supermercado da cidade, enquanto conversava com outros funcionários que o rodeavam a operadora de caixa o chamou para assinar o cartão mais chamou pelo nome de Geraldo isso mesmo Geraldo, ele fez que não ouviu a primeira vez mais a garota novamente o chamou de Geraldo, um dos funcionários disse Geraldo não Azevedo, o prefeito Sorridente disse: Logo o rival se fosse pelo menos Fernando Gomes, e frisou Somos inimigos apenas políticos nada contra o Deputado.
Os funcionários do supermercado fizeram cobranças ao prefeito para seus bairros o prefeito respondeu a todos, e brincou dizendo que político não é profissão e sim arte do satanás, dizendo se eu viajar pra Brasília hoje fica o vice se esse Avião cai amanha eu sou o prefeito.


Meu encontro com Nem



Era sexta-feira 4 de novembro. Cheguei à Rua 2 às 18 horas. Ali fica, num beco, a casa comprada recentemente por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, por R$ 115 mil. Apenas dez minutos de carro separam minha casa no asfalto do coração da Rocinha. Por meio de contatos na favela com uma igreja que recupera drogados, traficantes e prostitutas, ficara acertado um encontro com Nem. Aos 35 anos, ele era o chefe do tráfico na favela havia seis anos. Era o dono do morro.
Queria entender o homem por trás do mito do “inimigo número um” da cidade. Nem é tratado de “presidente” por quem convive com ele. Temido e cortejado. Às terças-feiras, recebia a comunidade e analisava pedidos e disputas. Sexta era dia de pagamentos. Me disseram que ele dormia de dia e trabalhava à noite – e que é muito ligado à mãe, com quem sai de braços dados, para conversar e beber cerveja. Comprou várias casas nos últimos tempos e havia boatos fortes de que se entregaria em breve.
Logo que cheguei, soube que tinha passado por ele junto à mesa de pingue-pongue na rua. Todos sabiam que eu era uma pessoa “de fora”, do outro lado do muro invisível, no asfalto. Valas e uma montanha de lixo na esquina mostram o abandono de uma rua que já teve um posto policial, hoje fechado. Uma latinha vazia passa zunindo perto de meu rosto – tinha sido jogada por uma moça de short que passou de moto.
Aguardei por três horas, fui levada a diferentes lugares. Meus intermediários estavam nervosos porque “cabeças rolariam se tivesse um botãozinho na roupa para gravar ou uma câmera escondida”. Cheguei a perguntar: “Não está havendo uma inversão? Não deveria ser eu a estar nervosa e com medo?”. Às 21 horas, na garupa de um mototáxi, sem capacete, subi por vielas esburacadas e escuras, tirando fino dos ônibus e ouvindo o ruído da Rocinha, misto de funk, alto-falantes e televisores nos botequins. Cruzei com a loura Danúbia, atual mulher de Nem, pilo-tando uma moto laranja, com os cabelos longos na cintura. Fui até o alto, na Vila Verde, e tive a primeira surpresa.

LOGÍSTICA  A Rocinha é uma das maiores favelas do Rio. Entre os bairros ricos da Zona Sul e a Barra da Tijuca, é um ponto estratégico para o crime (Foto: Genilson Araújo/Parceiro/Ag. O Globo)
Não encontrei Nem numa sala malocada, cercado de homens armados. O cenário não podia ser mais inocente. Era público, bem iluminado e aberto: o novo campo de futebol da Rocinha, com grama sintética. Crianças e adultos jogavam. O céu estava estrelado e a vista mostrava as luzes dos barracos que abrigam 70 mil moradores. Nem se preparava para entrar em campo. Enfaixava com muitos esparadrapos o tornozelo direito. Mal me olhava nesse ritual. Conversava com um pastor sobre um rapaz viciado de 22 anos: “Pegou ele, pastor? Não pode desistir. A igreja não pode desistir nunca de recuperar alguém. Caraca, ele estava limpo, sem droga, tinha encontrado um emprego... me fala depois”, disse Nem. Colocou o meião, a tornozeleira por cima e levantou, me olhando de frente.
Foi a segunda surpresa. Alto, moreno e musculoso, muito diferente da imagem divulgada na mídia, de um rapaz franzino com topete descolorido e riso antipático, como o do Coringa. Nem é pai de sete filhos. “Dois me adotaram; me chamam de pai e me pedem bênção.” O último é um bebê com Danúbia, que montou um salão de beleza, segundo ele “com empréstimo no banco, e está pagando as prestações”. Nem é flamenguista doente. Mas vestia azul e branco, cores de seu time na favela. Camisa da Nike sem manga, boné, chuteiras.
– Em que posição você joga, Nem? – perguntei.
– De teimoso – disse, rindo –, meu tornozelo é bichado e ninguém me respeita mais em campo.
Foi uma conversa de 30 minutos, em pé. Educado, tranquilo, me chamou de senhora, não falou palavrão e não comentou acusações que pesam contra ele. Disse que não daria entrevista. “Para quê? Ninguém vai acreditar em mim, mas não sou o bandido mais perigoso do Rio.” Não quis gravador nem fotos. Meu silêncio foi mantido até sua prisão. A seguir, a reconstituição de um extrato de nossa conversa.
UPP “O Rio precisava de um projeto assim. A sociedade tem razão em não suportar bandidos descendo armados do morro para assaltar no asfalto e depois voltar. Aqui na Rocinha não tem roubo de carro, ninguém rouba nada, às vezes uma moto ou outra. Não gosto de ver bandido com um monte de arma pendurada, fantasiado. A UPP é um projeto excelente, mas tem problemas. Imagina os policiais mal remunerados, mesmo os novos, controlando todos os becos de uma favela. Quantos não vão aceitar R$ 100 para ignorar a boca de fumo?”
Beltrame “Um dos caras mais inteligentes que já vi. Se tivesse mais caras assim, tudo seria melhor. Ele fala o que tem de ser dito. UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade. Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada? Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade.”
Religião “Não vou para o inferno. Leio a Bíblia sempre, pergunto a meus filhos todo dia se foram à escola, tento impedir garotos de entrar no crime, dou dinheiro para comida, aluguel, escola, para sumir daqui. Faço cultos na minha casa, chamo pastores. Mas não tenho ligação com nenhuma igreja. Minha ligação é com Deus. Aprendi a rezar criancinha, com meu pai. Mas só de uns sete anos para cá comecei a entender melhor os crentes. Acho que Deus tem algum plano para mim. Ele vai abrir alguma porta.”
Prisão “É muito ruim a vida do crime. Eu e um monte queremos largar. Bom é poder ir à praia, ao cinema, passear com a família sem medo de ser perseguido ou morto. Queria dormir em paz. Levar meu filho ao zoológico. Tenho medo de faltar a meus filhos. Porque o pai tem mais autoridade que a mãe. Diz que não, e é não. Na Colômbia, eles tiraram do crime milhares de guerrilheiros das Farc porque deram anistia e oportunidade para se integrarem à sociedade. Não peço anistia. Quero pagar minha dívida com a sociedade.”
Drogas “Não uso droga, só bebo com os amigos. Acho que em menos de 20 anos a maconha vai ser liberada no Brasil. Nos Estados Unidos, está quase. Já pensou quanto as empresas iam lucrar? Iam engolir o tráfico. Não negocio crack e proíbo trazer crack para a Rocinha. Porque isso destrói as pessoas, as famílias e a comunidade inteira. Conheço gente que usa cocaína há 30 anos e que funciona. Mas com o crack as pessoas assaltam e roubam tudo na frente.”
Recuperação “Mando para a casa de recuperação na Cidade de Deus garotas prostitutas, meninos viciados. Para não cair na vida nem ficar doente com aids, essa meninada precisa ter família e futuro. A UPP, para dar certo, precisa fazer a inclusão social dessas pessoas. É o que diz o Beltrame. E eu digo a todos os meus que estão no tráfico: a hora é agora. Quem quiser se recuperar vai para a igreja e se entrega para pagar o que deve e se salvar.”
Ídolo “Meu ídolo é o Lula. Adoro o Lula. Ele foi quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC da Rocinha. Cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil.”
Policiais “Pago muito por mês a policiais. Mas tenho mais policiais amigos do que policiais a quem eu pago. Eles sabem que eu digo: nada de atirar em policial que entra na favela. São todos pais de família, vêm para cá mandados, vão levar um tiro sem mais nem menos?”
Tráfico “Sei que dizem que entrei no tráfico por causa da minha filha. Ela tinha 10 meses e uma doença raríssima, precisava colocar cateter, um troço caro, e o Lulu (ex-chefe) me emprestou o dinheiro. Mas prefiro dizer que entrei no tráfico porque entrei. E não compensa.”
Nem estava ansioso para jogar futebol. Acabara de sair da academia onde faz musculação. Não me mandou embora, mas percebi que meu tempo tinha acabado. Desci a pé. Demorei a dormir.

Instituto Cidadania divulga imagem de Lula careca durante tratamento de câncer

Lula (Foto: Divulgação)



divulgou nesta quarta-feira (16) novas imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a entidade, Lula raspou a barba e o cabelo nesta quarta-feira (16), antecipando a queda causada pela quimioterapia usada em seu tratamento contra o câncer de laringe. Dona Marisa Letícia cortou o cabelo e fez a barba do ex-presidente.
Lula, de bigode, e a mulher Marisa (Foto: Ricardo Stuckert )
O câncer de laringe foi diagnosticado no dia 28 de outubro e obrigará Lula a poupar a voz. Lula tem pela frente uma luta árdua para se manter vivo e preservar sua razão de viver. Num vídeo de agradecimento gravado pouco antes de deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde começou o tratamento, Lula deu mostras da importância que atribui à sua capacidade de mobilizar as pessoas por meio da fala. “Lamento não poder dizer um ‘companheiros e companheiras’ bem forte.” Com a voz cheia de falhas, despede-se assim: “Até a primeira assembleia, o primeiro comício ou o primeiro ato público”. Lula tem consciência de que, na essência, é aí que reside seu maior talento. 
Um dia antes da descoberta do tumor, Lula comemorou 66 anos, com uma festa em seu apartamento, em São Bernardo. Ao cardiologista Roberto Kalil Filho, seu amigo e médico há 22, reclamou: “Estou com um pigarro na garganta há uns 40 dias. Só me dão pastilha”.
Kalil disse que ele precisava ir ao Sírio-Libanês no dia seguinte. Fazia um ano e meio que Lula não passava por um check-up. Segundo Kalil, ele respondeu assim: “Não quero fazer exames. Se fizer, vão descobrir que tenho um câncer igual ao do meu irmão
Talvez mais que intuição, a desconfiança de Lula baseava-se em probabilidade. Além da mãe, dona Lindu, Lula perdeu os tios maternos e dois irmãos para o câncer. Seu irmão mais velho, Jaime, teve um tumor na laringe semelhante ao que o acomete. Não bastasse o histórico familiar, Lula foi fumante desde a adolescência. “Ele me contou que, nas fases mais duras da vida, quando estava desempregado e morando com a mãe, não tinha dinheiro para comprar cigarro. Então, saía pegando bituca do chão, na rua mesmo, para fumar”, diz a jornalista Denise Paraná, autora da biografia Lula, o filho do Brasil. Lula abandonou sua cigarrilha apenas em janeiro de 2010, depois de uma crise de hipertensão.
Lula teve sorte de descobrir o tumor de 3 centímetros antes que atingisse as cordas vocais. Tecnicamente, é chamado de carcinoma epidermoide e está bem perto delas. Assim que recebeu o diagnóstico, ao lado de sua mulher, Marisa, Lula avisou os filhos e a presidente, Dilma Rousseff. Em seguida, determinou que a assessoria de imprensa do Sírio-Libanês soltasse uma nota sobre o câncer recém-descoberto. Foi pela imprensa que amigos e colaboradores souberam da doença.


Lula01 (Foto: reprodução)
Lula02 (Foto: reprodução)

Lula03 (Foto: reprodução)

AZEVEDO CONTRARIA BANCADA E MANTÉM PROJETO

PREFEITURA FATURA R$ 3,6 MILHÕES COM A CIP
E ESPERA AUMENTAR ARRECADAÇÃO EM 25%
O diretor de Tributos da prefeitura de Itabuna, Emerson Carvalho, negou que o governo tenha desistido de reajustar a Contribuição Sobre Serviços de Iluminação Pública (CIP), a antiga taxa de iluminação. Mais cedo, o presidente da Câmara, Ruy Machado, havia dito a sindicalistas que o prefeito retirou o projeto (confira aqui).
De acordo com Emerson, não houve retirada. Vereadores apenas solicitaram esclarecimentos em relação a alguns pontos do anteprojeto enviado à Câmara para que a matéria volte à discussão na Casa. Por enquanto, o prefeito Capitão Azevedo (DEM) mantém o projeto.
- Na verdade, eles [os vereadores] estão esperando que o Executivo esclareça pontos da proposta -, afirmou Emerson Carvalho ao PIMENTA, após conversar com o líder do governo na Câmara, Milton Gramacho.
Tanto oposicionistas (que são poucos) como vereadores da base consideram o projeto confuso e  que abre brecha para a prefeitura cobrar R$ 100,00 de quem consome mais de 201 kw/h, mês. Emerson diz que os vereadores tiveram interpretação equivocada da emenda ao Código Tributário.
A partir dessa faixa, afirma o diretor, o valor a ser pago seria o equivalente a 20% do consumo de energia. “R$ 100,00 é o limite”, afirma. Nessa faixa, o valor da CIP, conforme a interpretação de Emerson, daria em torno de R$ 15,00 a R$ 30,00.
A prefeitura fatura aproximadamente R$ 3,6 milhões com a CIP, por ano. As mudanças propostas aumentariam em aproximadamente 25% a arrecadação da prefeitura com a contribuição, conforme o diretor de Tributos. São contra o projeto, da forma como enviado, os vereadores Gerson Nascimento, Wenceslau Júnior, Ruy Miscócio e Claudevane Leite.
O vereador Wenceslau Júnior considera a proposta absurda. Ao PIMENTA, o vereador disse que o projeto é tão mal formulado
TIP DEU LUGAR À CIP
A CIP é cobrada mensalmente na conta de energia elétrica. Ela surgiu como Taxa de Iluminação Pública (TIP) na década de 90, criada pelo então prefeito Fernando Gomes. Anos depois, tornou-se Contribuição Sobre Serviços de Iluminação Pública. Atualmente, o percentual cobrado de cada consumidor representa, na média, 5% do valor da conta de energia.

AZEVEDO DESISTE DE PROJETO QUE ARROCHAVA CONTRIBUINTE

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ruy Machado (PRP), afirmou na tarde desta quarta-feira, 16, que o prefeito Capitão Azevedo desistiu do projeto de lei que alterava o Código Tributário do Município na parte que trata da Contribuição Sobre o Serviço de Iluminação Pública (CIP). Pela proposta do governo, o valor do tributo seria elevado em exorbitantes 1.900%.
Nesta tarde, Machado recebeu um grupo de sindicalistas, acompanhado pelos vereadores Wenceslau Júnior, Gerson Nascimento e Claudevane Leite, e o ex-vereador Luís Sena. Eles entregaram ao presidente do legislativo um abaixo-assinado contrário à proposta.
Diante dos sindicalistas e vereadores, Machado afirmou que internamente a Câmara já havia deliberado pela rejeição do projeto, considerado absurdo. Ele também declarou que já tinha comunicado esse posicionamento ao prefeito e este, sem outro remédio, concordou em alterar a proposta e reapresentá-la à casa em 2012.
E vem eleição por aí…

LULA COMO NÃO DESEJÁVAMOS VER

O ex-presidente Lula teve na barba uma de suas marcas em mais de quatro décadas de atividade política. Nesta quarta-feira (16), o mundo viu um Lula sem barba e sem cabelo. E por que não da forma como desejávamos? Assim o foi porque o ex-presidente iniciou tratamento contra o câncer, diagnosticado há menos de um mês. Antecipou-se à queda que ocorre sempre com quem faz quimioterapia. A ex-primeira-dama Marisa Letícia tratou da barba e do cabelo do ex-presidente. A primeira etapa do tratamento do presidente vai até meados de abril. As chances de cura para a doença, no caso do ex-presidente, são de 80%, conforme a equipe médica.

PIORA A AVALIAÇÃO DO CLIMA ECONÔMICO

Estadão:
A opinião dos especialistas quanto ao ambiente econômico no Brasil teve, em outubro deste ano, a pior avaliação desde a crise em 2009. Calculado trimestralmente em uma escala que vai até 9 pontos, o Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil foi de 4,8 pontos no mês passado, o menor desde janeiro de 2009 (3,9 pontos) segundo a economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Lia Valls. O Brasil caiu da sétima para a oitava posição no ranking de clima econômico dos países da América Latina.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

GERALDO DIZ QUE ESTÁ IMPRESSIONADO COM O “CINISMO” DE AZEVEDO

O deputado federal Geraldo Simões (PT) disse ao PIMENTA que está “impressionado com o cinismo” do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM). E explica: “ele empurra para os outros a culpa por todos os problemas do município”.

O parlamentar federal falava sobre a reação do governo municipal à reportagem da revista Veja. Geraldo lamentou a postura do prefeito ao tentar atribuir ao governo estadual a culpa pela liderança nacional em mortalidade infantil, conforme revelou a revista Veja.
O petista lembrou que na gestão de Azevedo Itabuna é “bicampeã brasileira de infestação de dengue” e enfrentou a maior epidemia da doença, em 2009, quando 14 pessoas morreram, além de ser apontada como a mais perigosa para jovens e a vice-líder em homicídios no país.

“PREFEITO FUJÃO”

Para Geraldo, em vez de “fugir dos problemas”, Azevedo tem que enfrentá-los e buscar soluções. “O itabunense não suporta mais conviver nessa situação. Em vez de atacar o governador, ele deveria estabelecer parcerias, mas para isso precisa governar, coisa que não faz”.
E completa:
- A gente não sabe se o prefeito é o soldado Pinheiro, a secretária Joelma [Reis] ou se é  [a articuladora política] Maria Alice [Pereira], porque Azevedo não assume nada. Não podemos ter prefeito fujão.
Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, lembra Geraldo, porque havia desvio de recursos na gestão em que ele Azevedo vice-prefeito e preferiu se omitir. “Além disso, violência não se reduz só com policiamentos, mas com programas sociais que inexistem em Itabuna”.

RESPOSTA A AZEVEDO 1

É vergonhosa a postura do atual prefeito de Itabuna ao comentar reportagem que coloca nosso município como campeão na taxa de mortalidade infantil, com 29,4 óbitos por 1.000 nascidos, enquanto os melhores índices não ultrapassam 8 por 1.000. Mesma informação que nos coloca como vice-campeões em homicídios, ficando apenas atrás de Marabá (PA), esta com 125 homicídios por 100.000 habitantes, seguida de Itabuna com 113,8 por 100.000. Os melhores índices variam entre 3,8 e 8,8.
Quem se elege não tem o direito de se lamuriar e tentar transferir a responsabilidade para outros entes governamentais. A propósito, a quase totalidade dos investimentos realizados em Itabuna é feita com recursos federais ou estaduais, a exemplo das obras dos bairros Maria Pinheiro, São Roque/Caixa D´água, Zizo, Jorge Amado, as casas e apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida, construção da barragem de Itapé, sem falar no canal da Amélia Amado, que se arrasta há dois anos sem mostrar sinais de que vai ser concluído.
No que se refere ao ridículo título de 1º lugar na taxa de mortalidade infantil, não se pode colocar como panaceia o retorno da gestão plena, pois, no governo passado, do qual o atual era vice-prefeito e secretário, o município foi desabilitado da plena justamente pela desassistência e pelo grau de corrupção que sangrava os recursos da saúde.
A redução da mortalidade infantil exige um bom acompanhamento pré-natal. O que só é possível por meio de uma boa assistência na atenção básica e políticas de assistência social, psicológica e nutricional das genitoras. Para oferecer tais serviços, o município não depende do controle da plena. Um pré-natal de qualidade reduz substancialmente a necessidade de intervenção médico-hospitalar pós-parto.
Concordo que precisamos ampliar o número de UTIs neonatais, mas de nada adiantará tal medida se o governo municipal não assumir sua responsabilidade de oferecer uma atenção básica de qualidade à população.
Wenceslau Júnior é Vereador em Itabuna e professor do curso de Direito da UESB.

GLOBO ESTUDA PROCESSAR AGRESSORES DA REPÓRTER MONALISA PERRONE

A Central Globo de Comunicação afirmou que estuda maneiras para punir os responsáveis pela agressão à jornalista Monalisa Perrone, ocorrida na edição desta segunda-feira (31), do ‘Jornal Hoje’. “Trata-se de pessoas cujo propósito é aparecer. Não é a primeira vez. Como houve agressão, a TV Globo estuda que medidas legais tomar”, diz a nota da emissora.
A repórter estava em um link, em frente ao hospital Sírio Libanês, no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista, quando foi empurrada propositalmente por rapazes do blog Merd TV (confira o vídeo). Quando foi atacada, a jornalista falava a respeito do ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, que voltou ao hospital para realizar uma sessão de quimioterapia para tratar de um câncer na laringe.

AZEVEDO PÕE A CULPA NO ESTADO POR LIDERANÇA NACIONAL EM MORTALIDADE INFANTIL


O prefeito Capitão Azevedo (DEM) e o secretário de Saúde de Itabuna, Geraldo Magela, culparam o governo baiano por Itabuna obter o título de campeão nacional de mortalidade infantil para municípios acima de 200 mil habitantes. Em 2009, o município do sul da Bahia atingiu índice de 29,4 mortos a cada grupo de mil nascidos vivos (um dos mais altos da década passada).
O prefeito diz que a perda da gestão plena da saúde, em novembro de 2008, gerou “uma série de problemas devido à redução das verbas, que chega a R$ 2 milhões por mês”. Já o secretário Geraldo Magela afirma que “houve redução na oferta de procedimentos e exames em função da falta de condições para custeá-los”.
O município perdeu a gestão das verbas por causa de um rombo de aproximadamente R$ 9,5 milhões e não-pagamento aos credores, principalmente clínicas e hospitais, no último ano da gestão do ex-prefeito Fernando Gomes.
Apesar do prefeito e secretário culparem o estado, o pré-natal depende da atenção básica, de responsabilidade do município. No “contra-ataque” do governo municipal à matéria de Veja (confira clicando aqui), o secretário Magela cita que solicitou ao Estado 20 leitos pediátricos e 40 de UTI neonatal. Magela também ressalta a dificuldade financeira vivida pela maternidade Esther Gomes (Mãe Pobre).
Quanto ao vice-campeonato em homicídios, Azevedo vê a questão da segurança pública apenas como caso de polícia. “A segurança está desaparelhada, sem recursos humanos e materiais para atender à população”, disse.